sexta-feira, 29 de junho de 2012

Acorda a Cristo, para que ele silencie a tempestade!




No último dia 26 de junho celebramos a festa de São Josemaría Escrivá. Sua experiência eclesial mostrou-se sinal de um esforço concreto pela santificação na vida cotidiana através do trabalho de cada dia realizado com heroísmo cristão. Nas pregações deste santo uma expressão sempre usada recordava as tempestades comuns na sua região de criação, comumente chamada de “borrasca”. Nas suas homilias ele recordava aquela tempestade no meio do Mar da Galiléia, na qual Cristo dormia no fundo barco e foi acordado pelos discípulos assustados e ansiosos. O padre ensinava: acorda Cristo dentro do teu coração para que ele te anime a fé e silencie a tempestade.

Vivemos nestes dias a solenidade de São Pedro e São Paulo em tempos de grande sofrimento e luta na Igreja. Atacada por todos os lados, de fora para dentro e de dentro para fora, ela singra as ondas em meio a uma grande borrasca – uma imensa tempestade, neste poente dos tempos. Este dia do Papa mostra-se oportuno para uma intensa prece em vista do fortalecimento e encorajamento de nosso Papa e de nossos Bispos para se mantenham fiéis à Palavra de Cristo, como arautos seus e não da fatalidade dos tempos.

Precisamos acordar a Cristo no coração da humanidade... Para silenciar as ondas e os ventos do “mundo”, que de fora para dentro tentam envolver-nos na dúvida de fé e na incerteza a respeito de nossas crenças e na capacidade da verdade de reger os povos e as nações para o bem. Somos tentados ao ateísmo e ao gnosticismo. Parece que Deus não atende mais aos anseios da humanidade, que busca a técnica e os esforços científicos, mais que a fé, no imediatismo de suas necessidades.

Precisamos despertar a Cristo em nossos corações... Para silenciar a borrasca interna que atenta contra os alicerces do cristianismo e as bases doutrinas recebidas por Revelação do próprio Cristo Jesus. Parece que estão tentando construir uma religião humana baseada nas limitações dos tempos e não na vontade de Deus. Não é o homem aquele que  define Deus a sua imagem, mas é Deus quem o define segundo Seu coração.

Não podemos mudar o mundo sozinhos, mas podemos despertar a Cristo, por uma vida de intimidade com Deus, na oração filial, que expressa confiança e reconhecimento. O mundo se transforma na medida de nossa abertura à novidade do Evangelho de Jesus que vem ao nosso cotidiano como sinal de transformação espiritual e de conversão.

Aos pescadores no barco de Cristo e da Igreja em meio às tempestades dos tempos resta a fé naquele que tem poder de silenciar a ousadia dos mares revoltos e das forças dos ventos sempre mais impetuosos. Finalmente, não apenas nossos esforços, mas é pelo poder e pela autoridade do Filho de Deus encarnado que avançamos no combate da fé.

Que o Espírito Santo dê aos cristãos à ousadia necessária para continuarem levando Jesus e seu Evangelho a todos os povos, para que incorporando seus valores por uma vida santa, sejam suas testemunhas entre todos em todos os tempos da vida do mundo.


Pe. Rodolfo Gasparini Morbiolo

Facebook: Rodolfo Morbiolo

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