sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Catequese: CASAMENTOS DE SEGUNDA UNIÃO


. A Igreja Católica não rejeita em hipótese alguma os casais de segunda união que encontraram em um novo relacionamento a oportunidade da felicidade conjugal.

. Por casal de segunda união entende-se aqueles que TENDO CASADO UMA VEZ NA IGREJA CATÓLICA, recebido o sacramento do matrimônio, sofreram uma separação por quaisquer motivos e vieram a se unir de novo com outra pessoa.

. Lembro que semelhantemente ao BATISMO, o SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO, só pode ser conferido uma vez (até que a morte os separe) pois comunica o dom do amor de Cristo pela sua Igreja, irrevogável e indissolúvel.

. Os casais de segunda união, por obediência ao mandato de Cristo, que fundou este sacramento sob a rocha do seu amor, estão impedidos da recepção dos sacramentos, exceto em perigo de morte!

. Devem zelar pela caridade no trato consigo mesmos, com Deus mesmo e com o próximo. CONSIGO MESMOS - devem cuidar do dom da vida, inalienável por natureza. COM O OUTROS - o primeiro próximo mais próximo é o próprio cônjuge, mas este mandato vale para todos que se relacionam com o casal. COM DEUS - para tanto, ir à Missa, frequentar a comunidade e trabalhar nas pastorais exercendo atitude de exemplo e testemunho cristão na medida de suas possibilidades frente a um mundo descristianizado. Este caminho de caridade será responsável penitencialmente e extraordinariamente pelo perdão dos pecados no tempo e na eternidade, conforme o que afirmou São Paulo.

. Nas Missas o casal de segunda união deve fazer a comunhão espiritual, que segundo um antiga tradição eclesial, pode ser rezada assim: SENHOR JESUS, EU QUISERA RECEBER-VOS AGORA COM AQUELA PUREZA, HUMILDADE E DEVOÇÃO, COMO AQUELA QUE VOS RECEBEU, A VOSSA SANTÍSSIMA MÃE. AMÉM.

. Nenhum padre ou bispo, menos ainda um diácono, religioso e consagrado, de comunidade secular ou missionária; nenhum de nós pode liberar um casal de segunda união para a comunhão, sob a pena de pecado grave contra a dignidade do matrimônio.

. RETOMO: não há exclusões, apenas vivência da palavra do Evangelho de Cristo ecoando pela voz da tradição eclesial. AQUELES QUE NÃO TIVERAM VERGONHA DE ASSUMIR UM NOVO RELACIONAMENTO PERANTE A SOCIEDADE, NÃO DEVEM TER VERGONHA DE ASSUMI-LO DIANTE DA COMUNIDADE CRISTÃ.

. Ninguém é obrigado a concordar ou discordar, contudo tenho de enfatizar que está não apenas a vontade da Igreja, mas está enraizada no ensinamento de Jesus no Evangelho. Discordar em matéria tão importante é discordar de Cristo e da sua Palavra.

Bom Ano da Fé pra você!

Um comentário:

  1. Esse exclarecimento é de suma importância; pois as pessoas não entendem a posição da Igreja diante do valor do Sacramento do Matrimônio.E tentam com isso,desvalorisar a catequese da Igreja que é fiel ao Evangelho. Nós vivemos no Mundo e por isso estamos sujeito a sofrer as consequências desse Mundo.Acredito que ninguém se casa com intenção de se separar. Exceto em situações de casamento falso. Mas quando isso acontece, devemos nos adaptar a essa nova fase. Quando colocamos Cristo como centro de nossa vida o fardo se torna mais suave.Quando estamos doente e nao tomamos remédio a dor fica insuportável. Assim acontece com a Eucaristia, Ela é nosso remédio e ficar sem Ela nos deixa mas enfraquecidos. A Igreja não nos proibe de nada, ela nos deixa livres para escolher a Eucaristia ou não. Somos nós que decidimos e não a Igreja. Sou Divorciada a quatro anos, onde a iniciativa não partiu de mim. Ainda sou jovem e não tive filhos. Mas mesmo assim, fiz a opção pela Eucaristia; me mantendo sozinha. A decisão é nossa.

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