sábado, 31 de março de 2012

Meditações sobre o Domingo de Ramos da Paixão

Domingo de Ramos da Paixão do Senhor

Publicado em: https://sites.google.com/site/gotasdapalavra/, em 31/03/2012.

Procissão:
Entrada em Jerusalém, cf. Mc 11,1-10.
O relato de Marcos é até extenso e bem pormenorizado, com ressalte para a figura do jumentinho e à aclamação messiânica real davídica. Jesus, portanto, entra em Jerusalém simbolicamente identificado pelas insígnias da realeza, e é aclamado assim pelo povo alvoroçado, que não tem dificuldades de relaciona-se ao seu distante parente, pois era da Casa e da família de Davi. Seria ele o Rei esperado?

Missa:
Is 50,4-7
O terceiro canto do Servo Sofredor, no trecho acima, destaca a sua disponibilidade e sua confiança. Sua disponibilidade, pois não foi rebelde, nem recuou à solicitação do Senhor. Sua confiança, pois crê que o Senhor virá em seu socorro. Será assim mesmo: Jesus vai ao Gólgota, disponível e crente. Muda a revolta humana, que se manifesta como tentação a Deus, em obediência por amor. Transforma a incredulidade, resultado da sua loucura de trocar o Criador pelos ídolos criados pelas próprias mãos humanas, em fé expectante naquele que tem o poder de libertá-lo do poder da morte.

Sl 21(22), 8-9.17-18ª.19-20.23.24 – R. 2a.
O refrão deste Salmo para esta liturgia canta o repouso do justo que confia em Deus: Ele o faz repousar em verdes prados ou pastagens. A morte, vencida por Cristo, não conduz mais para a ignomínia da solidão e do isolamento divino, mas para seu colo, seu regaço – um “lugar” de paz e de repouso. Conduz para o “repouso” de Deus, isto é, sua intimidade.

Fl 2,6-11
Ele foi justificado. Confiando no Senhor e entregando-se em suas mãos, não foi enganado, pois Deus é fiel e não engana, nada mente, a ninguém, menos ainda ao seu Filho. A Glória da qual é herdeiro desde antes da criação do mundo, e que lhe pertence por direito, na derrota de Satanás, príncipe deste mundo, e de suas insígnias: o pecado e morte, são novamente tributadas ao seu devedor, o Senhor Jesus Cristo.
Resta-nos como seus discípulos meditar, para compreender e aderir na fé, o caminho que Ele fez para a retomada daquilo que lhe pertencia: a criação inteira e a humanidade nela, como da sua Glória de Filho de Deus, da qual abriu mão para entrar no mundo e na história.

Mc 14,1-15,47
Ou na forma abreviada: Mc 15,1-39.
Ao longo deste capítulo, Jesus padece perante Pilatos, é coroado de espinhos, caminha com a Cruz amparada por Simão Cireneu, é crucificado, escarnecido e injuriado na Cruz, morre causando a fé do Centurião Romano ladeado pelas mulheres que o acompanhavam desde a Galiléia; e é sepultado.
Este é o caminho que faremos juntos com Cristo neste Domingo de Ramos: caminho de fé naquele que tem o poder de destruir a morte e restituir a vida, caminho de fé naquele que pode retribuir ao justo um repouso digno de uma vida exemplar “plantada às margens da água corrente” (cf. Sl 1,3).

Grande início de Semana Santa para você e sua família, rumo à Páscoa de Cristo e da Igreja.

Pe. Rodolfo G. Morbiolo

Nenhum comentário:

Postar um comentário