domingo, 24 de janeiro de 2010

Dando Conta da Natureza

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Ao contemplarmos os sinais da revolta da natureza espalhados pelos quatros cantos mundo, acredito ser oportuno refletir sobre nosso papel nesta história humana.
É comum ouvirmos dizer: Onde está Deus? No entanto, o responsável por toda essa revolução naquilo que era habitual somos nós e não Ele. Na verdade, quando nos apoiamos na Escritura para meditar a criação, do ponto de vista da fé Deus confiou sua obra ao ser humano para que este a "dominasse", isto é, cuidasse dela; fosse dando-lhe nome, fosse gerindo suas qualidades e capacidades produtivas.
A natureza tem nutrido a vida e as sociedades há muitos séculos com perfeita competência. E com a mesma competência tem procurado compensar nossos abusos. Acredito que ainda estamos observando o início de um longo caminho de compensações - necessárias para o equilíbrio daquilo que nossos modernos antepassadados destruíram, bem como daquilo que nós hoje desfrutamos e não estamos dispostos a dispor.
A pergunta perfeita, então, poderia ser: Onde é que nós estivemos até agora?
Nunca poderíamos imaginar que aqui pertinho de nós, no Brasil em Angra ou Santa Catarina, ou mesmo bem próximo, no Haiti, veríamos os sinais deste processo. Alguns poderiam ter suposto que as calotas polares estariam bem distantes de nós, brasileiros, mas esqueceram do ensino fundamental os capítulos sobre o ciclo da água natureza: como fomos maus alunos!
Creio que diante deste processo natural resta-nos darmos conta do óbvio sem procurarmos desculpas de outro mundo. Se é necessário rezar pelas vítimas, tão é oportuna a solidariedade, pois dentro de pouco tempo podemos ser nós mesmos os necessitados da assistências daqueles que estiverem (por algum tempo) em situações mesmo aflitivas.
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Um último questionamento:
Onde estão aqueles formadores de opinião sensasionalistas que diziam há pouco que esta história de Natureza Revoltada era papo furado, ou que simplesmente os ecologistas estavam exagerando nas suas pesquisas?
Até o Presidente dos Estados Unidos precisou descer até o Haiti para ver como a Natureza, criativamente, é capaz de responder à sua imcapacidade administrativa em questões ecólógicas.

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