Reflexão da Liturgia - Domingo

Tempo de Criação

GOTAS DA PALAVRA

Gotas da Palavra

(publicado em: https://sites.google.com/site/gotasdapalavra).


07 de fevereiro de 2021

- 5º Domingo do Tempo Comum

 

1ª Leitura - Jó 7,1-4.6-7

Salmo - Sl 146,1-2.3-4.5-6 (R. Cf. 3a)

2ª Leitura - 1Cor 9,16-19 22-23

Evangelho - Mc 1,29-39

 

Lembra-te de que minha vida é apenas um sopro... - Jó 7,7a.

O Senhor Deus é o amparo dos humildes... - Salmo 146,6a.

Em que consiste então o meu salário? - 1Cor 9,18.

'Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim'. E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios. - Mc 1,38c-39.

 

 

- Foi para isso que eu vim! - Esta palavra de Jesus expressa o sentido da sua missão, a gratuidade do seu Evangelho. Este é sem dúvida o tema mais profundo da liturgia deste Domingo Comum: a gratuidade do serviço do Evangelho.

 

O Domingo, Dia do Senhor, merece especial dedicação de nossa espiritualidade. Dedicar este dia a Deus e ao próximo, e encontrar o verdadeiro descanso, em Deus, que restaura as forças da alma, precisa ser uma escolha de fé para cada cristão.

 

Jó tem consciência da vaidade da vida e de como ela perde sua consistência com o passar dos anos - a vida é como um sopro! De que adianta viver uma vida sem consistência? E mais: o que, ou quem, pode dar à vida sentido e sustentabilidade? A resposta de Jó é decisiva para o agir cristão - somente a Palavra de Deus, que subsiste desde o princípio, pode dar à vida humana, fugaz por natureza, um limite imortal e infinito.

 

De fato, o que sustenta a vida do cristão é o amor com o qual se vive cada instante, conscientes da totalidade de uma vida em Cristo. São Paulo prega o Evangelho, PRIMEIRO por amor a Cristo, e AINDA, por amor aos eleitos de Deus, para quem ele foi constituído ministro do Evangelho. Ele tem consciência que a recompensa de pregar a Palavra é Deus mesmo. Deus é o salário dos justos! E sua vida eterna, a recompensa.

 

Jesus sai da Sinagoga, e vai para a casa de Simão Pedro. Nesta Casa de Oração, quem deve falar é Deus e não seu adversário! Isto vimos no último Domingo (4º do Tempo Comum), na proclamação do Evangelho. Depois de purificar o lugar de oração dos judeus, a Sinagoga, da ação do maligno, Jesus Cristo  vai ao encontro da família daqueles que ele chamou ao ministério: cura a Sogra de Simão Pedro,  e vendo a necessidade de todo o povo, dedica-se a purificar cada um da ação do mal para que tenham vida e vida abundante, e possam escutar sua voz, com o coração liberto. Da casa de oração dos judeus, passando pela família de Simão Pedro, através do povo vindo ao seu encontro que lhe traziam suas necessidades, e ainda, aventurando-se pelas redondezas, Jesus avança com a força de sua Palavra. Ele cura, liberta e educa para Deus. Dando sentido divino à vida que passa como o vento.

 

E qual a recompensa de Jesus? A mesma de São Paulo, isto é, a confirmação de seu ministério: "Pois foi exatamente para isso que Eu vim". Cada seguidor fiel de Jesus, na senda de Cristo, ao ministrar a Palavra, e a força misteriosa e poderosa do Evangelho, que liberta e salva, faz a mesma experiência de São Paulo, em Cristo Jesus: - Qual a minha recompensa? Eis a resposta: - Deus mesmo! E ainda: - A redescoberta de si mesmo, em Deus, na gratuidade do seu Evangelho.

 

 

Padre Rodolfo Gasparini Morbiolo

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