Reflexão da Liturgia - Domingo

Tempo de Criação

GOTAS DA PALAVRA


Gotas da Palavra

(publicado em: https://sites.google.com/site/gotasdapalavra).


21 de agosto de 2022

21º Domingo do Tempo Comum

 

...vou reunir todas as nações e línguas. Elas virão e hão de ver a minha glória. Is 66,18

Povos todos cantai seu louvor. Sl 116(117),1

...o Senhor corrige a quem ele ama... Hb 12,6

...há últimos que serão os primeiros, e primeiros que serão os últimos. Lc 13,30

 

Prezados irmãs e irmãs!

 

Hoje também está diante de nós uma Porta Estreita de Salvação, que é Cristo Jesus, na amplitude da aceitação do seu Evangelho: aceitar Jesus e sua Palavra, construindo verdadeira amizade com o Filho do Homem, e aqueles que ele quis chamar de amigos, ou recusar-se a ouvir o que o Pai quer falar através do seu Filho, para a própria perdição dos que não desejam ser reconduzidos por Deus de seu próprio cativeiro espiritual.

 

A Primeira Leitura desta liturgia eucarística fala da promessa da recondução do povo de Deus para uma nova vida religiosa, após a volta do Exílio em Babilônia. Volta para Deus que passa também por deixar-se pastorear pelos irmãos que terão por mandado divino sustentar o culto nestes novos tempos de reconstrução nacional. Alí através do profeta, Deus anuncia, uma nova classe de líderes religiosos, chamados de "sacerdotes e levitas", que realizarão sua obra de purificação para a digna celebração do culto divino.

 

O curtíssimo Salmo 116, o mais breve da Coleção, convida os povos da terra a celebrar o Senhor pelo seu "amor fiel" a Israel – louvor que em meio ao sofrimento do exílio, o povo eleito não foi capaz de manifestar, aqui é convidado a manifestar-se da boca daqueles que não eram nem povo, e não tinham, nem ao menos, sido destinatários dos desígnios do Senhor. O "amor fiel" do Senhor que não quer, nem pode desdizer-se, permanece fazendo de Israel um sinal da capacidade e da largura da misericórdia no coração divino. Se assim Deus tratou seu povo, que ignorou suas leis e decretos, este povo que era digno de morte, mas foi reconduzido pela força da sua vontade soberana, com que carinho e zelo não tratará aqueles que lhe conheciam para saber de sua vontade e por isso se perderam em suas más ações?

 

Assim, se é verdade que fomos eleitos para escutar sua Palavra e receber o presente de sua Nova Aliança, não firmada por mãos humanas, mas pelo próprio Filho de Deus que na plenitude dos tempos veio ao encontro dos seus; consideremos o que nos exorta a Segunda Leitura desta liturgia: não permitamos que haja em nosso meio os "mancos", incapazes de fazer com liberdade o "Caminho" do Evangelho de Cristo. Que sejam curados, para poderem ver a Deus e proclamar suas maravilhas, a todos que deles cobrarem a razão de sua esperança!

 

Seria triste demais, quando o Senhor voltar, que os destinatários da Nova e Eterna Aliança em Cristo, fossem impedidos de entrar na Vida Eterna, enquanto muitos aparentemente imeritórios da Antiga Aliança fossem admitidos à presença do Altíssimo.

 

Retomemos a afirmação primeira: hoje está diante de nós uma Porta Estreita de Salvação, que é Cristo Jesus, na amplitude da aceitação do seu Evangelho, que nos convida à verdadeira prática da justiça do Reino de Deus, isto é, conforme as leituras desta liturgia, reconduzir os cativos à liberdade, os cegos à recuperação da vista, tornando a estéril uma mãe feliz em sua casa. Dando pão ao que tem fome e água ao que tem sede, para que o Novo Israel, a Igreja fundada por Cristo, realize sua natureza de ser sacramento universal de salvação, isto é, sinal eficaz de que Deus, o Emanuel, continua em nosso meio até o fim dos tempos, e opera maravilhas por meio daqueles que Ele mesmo escolheu como seus discípulos e missionários.

 

Padre Rodolfo Gasparini Morbiolo

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