GOTAS DA PALAVRA
Gotas da Palavra
(publicado em: https://sites.google.com/site/gotasdapalavra)
13 de dezembro de 2020
Domingo da Alegria (Gaudete)
1ª Leitura - Is 61,1-2a.10-11
Salmo - Lc 1,46-48.49-50.53-54 (R. Is 61,10b)
2ª Leitura - 1Ts 5,16-24
Evangelho - Jo 1,6-8.19-28
Exulto de alegria no Senhor. - Isaías 61,10
A minha alma se alegra no meu Deus. - Isaías 61,10b; São Lucas 1,46
Irmãos: Estai sempre alegres! - 1Tessalonicenses 5,16
...no meio de vós está aquele que vós não conheceis... - São João 1,26
Como é bom quando temos respostas para as perguntas, especialmente a respeito das perguntas mais fundamentais sobre a nossa vida, como por exemplo à pergunta feita pelos sacerdotes e levitas a São João Batista - Quem és tu? A humildade avassaladora do Batizador, movida pela graça do Espírito Santo, prorrompe no anúncio central do Evangelho - 'Eu não sou o Messias!', e 'O Senhor está no meio de vós! Mas vós não O conheceis...'.
É curioso que o Domingo da Alegria (Gaudete, em língua latina), proclame uma boa notícia que manifesta aos pontífices do culto judaico uma profunda tristeza. Como assim? Deus vem a este mundo e eles não tem ciência disso? Ele, o Senhor, não quis passar pela instituição administradora do culto no Antigo Testamento? Deus ignorou o caminho do sacrifício sanguinário realizado no Templo? Seria verdade o que tinha sido anunciado pelo profeta Oséias: que Deus preferia a misericórdia, ao invés de sacrifícios? E ainda: se Ele está no meio de nós, quem pode conhecê-Lo?
Dramática a situação dos sacerdotes e levitas. Mas nós temos algumas respostas oferecidas pela liturgia deste Domingo do Advento, causadoras de grande alegria, especialmente para esta última pergunta: Quem pode conhecer o Senhor que está no meio de nós?
A primeira leitura, anuncia pelo profeta Isaías, que os repatriados após o fim do exílio em Babilônia, são convidados à experiência do cuidado de Deus que sara suas feridas e dores, e que levanta o ânimo do seu povo, marcado pelo empobrecimento, pela dor e pelo cativeiro. O profeta une sua voz ao Salmista, que ecoa sua inspiração no Cântico do Magnificat da Virgem Maria, ao celebrar a obra que Deus fez aos pequeninos e famintos de seu povo, lembrando com misericórdia da promessa que fez ao fundador da fé israelita, Abraão. E assim, fica evidente, quem é que pode conhecer o Deus que caminha no meio da vida do seu povo, isto é, aqueles que fazem a experiência do encontro com sua manifestação histórica, vindo a eles em suas necessidades.
Muitos creram por meio do testemunho de São João Batista, e se converteram, e se fizeram batizar, e seguiram a Jesus, quando ele O apresentou ao seu povo, como a verdadeira vítima de expiação pelos pecados do mundo. Estes tiveram a experiência da alegria histórica da salvação de Deus na realidade concreta e dramática de suas vidas neste mundo - a realidade de um distanciamento de Deus que somente poderia ser vencido por sua benevolência, vindo ao encontro dos seus. E Deus veio! Veio por meio de seu Filho, Jesus Cristo. Veio na carne de nossa humanidade, falando-nos de modo compreensível, para que O pudéssemos escutar. Tocando-nos, para que pudéssemos nos deixar abraçar, e ainda mais, para que nos atirassemos em seus braços, para jamais nos apartarmos da segurança de sua companhia.
Jesus nos ensina sobre Deus, seu Pai. Também nos ensina sobre o sentido de nossa vida neste mundo, e para onde ela aponta. A alegria que a Igreja experimenta às vésperas da celebração litúrgica do Nascimento de Jesus Cristo corresponde às respostas profundas que Ele nos concede pelo dom sua vida, que dão sentido e horizonte novo e infinito para nossa existência. E que não são apenas palavras, mas é Ele mesmo.
Acorramos ao Cristo que vem, como ensina São Paulo na segunda leitura: alegres pelo encontro, orantes e dando graças, afastando-nos do mal, plenificados pelo dom do Espírito Santo que nos consagra para a vida eterna.
Padre Rodolfo Gasparini Morbiolo
Domingo da Alegria (Gaudete)
1ª Leitura - Is 61,1-2a.10-11
Salmo - Lc 1,46-48.49-50.53-54 (R. Is 61,10b)
2ª Leitura - 1Ts 5,16-24
Evangelho - Jo 1,6-8.19-28
Exulto de alegria no Senhor. - Isaías 61,10
A minha alma se alegra no meu Deus. - Isaías 61,10b; São Lucas 1,46
Irmãos: Estai sempre alegres! - 1Tessalonicenses 5,16
...no meio de vós está aquele que vós não conheceis... - São João 1,26
Como é bom quando temos respostas para as perguntas, especialmente a respeito das perguntas mais fundamentais sobre a nossa vida, como por exemplo à pergunta feita pelos sacerdotes e levitas a São João Batista - Quem és tu? A humildade avassaladora do Batizador, movida pela graça do Espírito Santo, prorrompe no anúncio central do Evangelho - 'Eu não sou o Messias!', e 'O Senhor está no meio de vós! Mas vós não O conheceis...'.
É curioso que o Domingo da Alegria (Gaudete, em língua latina), proclame uma boa notícia que manifesta aos pontífices do culto judaico uma profunda tristeza. Como assim? Deus vem a este mundo e eles não tem ciência disso? Ele, o Senhor, não quis passar pela instituição administradora do culto no Antigo Testamento? Deus ignorou o caminho do sacrifício sanguinário realizado no Templo? Seria verdade o que tinha sido anunciado pelo profeta Oséias: que Deus preferia a misericórdia, ao invés de sacrifícios? E ainda: se Ele está no meio de nós, quem pode conhecê-Lo?
Dramática a situação dos sacerdotes e levitas. Mas nós temos algumas respostas oferecidas pela liturgia deste Domingo do Advento, causadoras de grande alegria, especialmente para esta última pergunta: Quem pode conhecer o Senhor que está no meio de nós?
A primeira leitura, anuncia pelo profeta Isaías, que os repatriados após o fim do exílio em Babilônia, são convidados à experiência do cuidado de Deus que sara suas feridas e dores, e que levanta o ânimo do seu povo, marcado pelo empobrecimento, pela dor e pelo cativeiro. O profeta une sua voz ao Salmista, que ecoa sua inspiração no Cântico do Magnificat da Virgem Maria, ao celebrar a obra que Deus fez aos pequeninos e famintos de seu povo, lembrando com misericórdia da promessa que fez ao fundador da fé israelita, Abraão. E assim, fica evidente, quem é que pode conhecer o Deus que caminha no meio da vida do seu povo, isto é, aqueles que fazem a experiência do encontro com sua manifestação histórica, vindo a eles em suas necessidades.
Muitos creram por meio do testemunho de São João Batista, e se converteram, e se fizeram batizar, e seguiram a Jesus, quando ele O apresentou ao seu povo, como a verdadeira vítima de expiação pelos pecados do mundo. Estes tiveram a experiência da alegria histórica da salvação de Deus na realidade concreta e dramática de suas vidas neste mundo - a realidade de um distanciamento de Deus que somente poderia ser vencido por sua benevolência, vindo ao encontro dos seus. E Deus veio! Veio por meio de seu Filho, Jesus Cristo. Veio na carne de nossa humanidade, falando-nos de modo compreensível, para que O pudéssemos escutar. Tocando-nos, para que pudéssemos nos deixar abraçar, e ainda mais, para que nos atirassemos em seus braços, para jamais nos apartarmos da segurança de sua companhia.
Jesus nos ensina sobre Deus, seu Pai. Também nos ensina sobre o sentido de nossa vida neste mundo, e para onde ela aponta. A alegria que a Igreja experimenta às vésperas da celebração litúrgica do Nascimento de Jesus Cristo corresponde às respostas profundas que Ele nos concede pelo dom sua vida, que dão sentido e horizonte novo e infinito para nossa existência. E que não são apenas palavras, mas é Ele mesmo.
Acorramos ao Cristo que vem, como ensina São Paulo na segunda leitura: alegres pelo encontro, orantes e dando graças, afastando-nos do mal, plenificados pelo dom do Espírito Santo que nos consagra para a vida eterna.
Padre Rodolfo Gasparini Morbiolo
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