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Reflexão da Liturgia - Domingo

Tempo de Criação

O meu amor fiel não falhará!

   Há momentos em nossa vida em que desconfiamos até de nós mesmos, quanto mais do amor de Deus por nós. Não é fácil renovar nossa fidelidade diária ao Senhor em meio a tantos afazeres e responsabilidades. Em meio à luta pela sobrevivência numa terra de gigantes . Em um lugar assim, os pequenos e frágeis discípulos de Jesus sofrem a angústia  da solidão espiritual. Desejariam a presença do Mestre, suas palavras consoladoras, seu toque que tudo transformava e renovava, vencendo a própria morte e seu aguilhão.    Ainda assim, somos convidados a ouvir suas palavras ressoando em nossos ouvidos como no título acima: o meu amor fiel não falhará . Ainda que os homens abandonem a humanidade pervertendo-se, e também reneguem ao Pai da Luzes e a seu Filho, nosso Redentor, mesmo assim, não teria o Altíssimo piedade dos pobres errantes neste imenso vale de lágrimas .    Ante à guilhotina do medo que paralisa. Ante à forca do desanimo que indiferentiza...

Uma Nova Primavera em Flor: é Natal!

O amor nos amou, e veio até nós para que o conhecêssemos! É Natal! Despojemo-nos do manto de nossa tristeza e vistamos o diadema da alegria - as vestes da salvação: o amor quis ser conhecido! É o prenúncio de uma nova primavera - o tempo da vida e da verdade, tempo do reinado soberano de Deus, tempo da manifestação da paternidade de Deus! No princípio, Deus manifestou seu eterno poder criando o universo do nada - para salvá-lo manifesta seu amor de pai: Ele, Deus, é o pai de Jesus, e também é o nosso pai! Ele quer fazer reviver a alma e o coração da humanidade, quer ver a humanidade florir, rebentar em flor e por isso vem ao nosso encontro. Não precisamos ter medo deste encontro, pois Ele, o Senhor, tem tudo em suas mãos, e dá a vida aos seus amados. Cantemos com soberana alegria o Glória natalino - o desabrochar de um novo tempo para a humanidade! Feliz Natal!

Hoje, nasceu para vós um Salvador, na cidade de Davi!

Comentário ao Evangelho da Missa da Noite, por: São Gregório de Nissa (c. 335-395), monge e bispo Sermão sobre o Natal, passim; PG 46, 1128 (a partir da trad. coll. Icthus, vol. 8, pp. 163ss.) Irmãos, informados do milagre, vamos como Moisés ver esta coisa extraordinária (Ex 3, 3): em Maria, o arbusto em chamas não se consome. A Virgem dá ao mundo a Luz mantendo a sua virgindade. [...] Corramos pois a Belém, a cidade da Boa Nova! Se formos verdadeiramente pastores, se permanecermos despertos em guarda, ouviremos a voz dos anjos que anunciam uma grande alegria: [...] «Glória a Deus nas alturas, porque a paz desceu à terra!» Aonde ontem apenas havia maldição, teatros de guerra e exílio, a terra recebe a paz, porque hoje «da terra brotará a lealdade, desde o céu há-de olhar a justiça» (Sl 84, 12). Eis o fruto que a terra dá aos homens, em recompensa pela boa vontade que reina entre eles (Lc 2, 14). Deus une-Se ao homem para elevar o homem às alturas de Deus. Ao ouvirmos esta novi...

Duas Fés, um só coração!

As Duas Fés do Leproso. . O Evangelho deste Domingo - 10/10 - nos convida a meditar duas espécies dé fé, que podemos perceber da parte dos leprosos. Duas atitudes indispensáveis: uma de obediência e a outra de adoração ou reconhecimento. . Primeiro, quando os leprosos gritam para que Jesus tivesse compaixão deles, o Senhor os envia aos sacerdotes do templo (era necessário que assim fosse, pois os sacerdotes do templo atestavam a cura da doença da lepra, indicando que os doentes curados poderiam voltar ao convívio social, além de oferecerem um sacrifício adequado de louvor no templo). No entanto, Jesus não havia dito que estariam curados, eles o percebem no caminho para o templo. Foram obedientes à palavra de Jesus, e encontraram a cura pelo caminho. . Depois, um dos leprosos volta e lança-se por terra, isto é, inclina-se (o gesto bíblico é de adoração, isto é, de reconhecimento de que recebeu a salvação da parte e Jesus - é bom lembrar que esta atitude, também sinal de colocar-se a s...

Terra de Santa Cruz, para além das eleições!

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Maria, Aparecida, Rainha e Senhora nossa!

Ama a Senhora. E Ela obterá graças para venceres nesta luta quatidiana. - E de nada servirão ao maldito essas coisas perversas que sobem e sobem, fervendo dentro de ti, até quererem sufocar, com a sua podridão bem cheirosa, os grandes ideais, os mandamentos sublimes que o próprio Cristo pôs em teu coração. - "Serviam!" - "Servirei!" São Josemaría Escrivá, Caminho, 493. 

a Espiritualidade do CANDELABRO

A MENORÁ ou o CANDELABRO de DEUS - DEUS mandou Moisés colocar um candelábro com sete lâmpadas no Lugar Santo. - Essas luzes deviam permanecer sempre acesas (cf. Lv 24,2). - Em 2Sm 21,17, a morte de Davi é apresentada como o apagar da lâmpada de Israel. - O Sl 119 e 105, como Pr 6,23, exalta a palavra de Deus como a lâmpada para os pés dos piedosos. - O Sl 132,17 emprega "lâmpada" como uma figura do Messias. - E assim, simboliza uma liderança pessoal de Deus. - Que no cristianismo se concretiza na pessoa e obra de Jesus Cristo, Ungido de Deus. - E no ministério da Igreja, ungida de Cristo. - Os seguidores de Jesus podem e devem ser luz do mundo, cf. Mt 5,14. - O profeta Zacarias deixa evidente que o candelabro simboliza o Espírito de Deus (cf. Zc 4,6), na sua perfeição numérica; também apropriada ao Apocalipse (cf. Ap 5,65). Assim, neste tempo, no qual, na Igreja do Brasil recordamos o lugar da Palavra de Deus na Liturgia da Igreja e na vida do povo de Deus, a utilização...