sábado, 10 de maio de 2014

#Domingo do #BomPastor - 11 de maio de 2014

Saudações Pascais a todos os irmãos e irmãs: 
graça e paz no Senhor Jesus!



. Chegamos ao quarto domingo da Páscoa, a meio caminho da grande celebração do derramamento do Espírito Santo sobre a vida da Igreja nascente. A Igreja nasce e renasce pelo poder e obra do Espírito de Jesus em seu seio; Ele é quem comunica a vida de Deus aos seus filhos e filhas, por intermédio de Jesus, o Unigênito, que nos resgatou por obra de seu sacrifício vicário: morreu em nosso lugar, cancelando o “decreto de condenação” que pesava contra nós, e ressuscitou verdadeiramente; apareceu aos seus discípulos e os envio com o seu poder ao mundo como testemunhas da “loucura da cruz”.


. Ao realizar esta obra inaudita e maravilhosa, “transportou-nos para o reino de seu Pai”, no qual somos convidados à experiência do cuidado generoso e misericordioso de Deus, que é Bom. Jesus cuidou de seus discípulos, a quem quis chamar de amigos no momento oportuno revelando este afeto do seu coração, com um Pastor cuida do seu rebanho. Na verdade, ele consumiu sua vida pelo seu rebanho, ensinando aos seus discípulos que não basta pastorear do jeito como os homens fazem com sua criação; faz-se necessário integrar a “bondade” divina a esta obra tão comum ao mundo pastoril. Ele, Jesus, se autodefine como o “Bom Pastor” porque dá sua vida pelo seu rebanho, suas ovelhas. Logo, ser “bom” como Deus é Bom significar “dar a vida”. E Jesus ensina como fazê-lo para com seus amigos a quem ele partilhou seu imenso e simples coração.

A Igreja de Sorocaba vive neste domingo tradicionalmente um dia de graça: a ordenação dos novos sacerdotes para o serviço da comunidade cristã católica. Os já diáconos transitórios Felipe Augusto Bracher Pasquini e Thiago Queiroz Alves serão ordenados na Igreja de São João Batista e Imaculada Conceição na entrada de Votorantim/SP às 16h deste domingo, Dia do Bom Pastor. Nossa oração se eleva a Deus em vista da santificação destes futuros “ministros do altar” e do povo a eles confiado, para que possam ser imagens vivas de Jesus, o pastor que apascenta segundo o coração de Deus, que é Pai e rico em misericórdia para com todos.

. No Domingo próximo também é festejado civilmente o “dia das mães”. E quem é mais sinal desse amor misericordioso que a mãe: a minha mãe, a sua mãe, a nossa mãe. Inclusive este é um dos significados de uma das palavras usadas no Antigo Testamento para “misericórdia”: amar com o coração de mãe, com a responsabilidade, a abnegação, a entrega, a doação de si, que se espera de uma mãe! Quando dizemos que Deus é misericordioso afirmamos que ele pastoreia seu povo deste modo, como uma “boa mãe” que cuida generosamente de seu rebanho, como a filhos e filhas seus.

. Esta expressão universal de benevolência que vemos impressa no olhar, nas mãos e no coração materno, Deus quis associar ao modo como ele cuida de nós. E mesmo que uma “mulher que deu à luz” fosse capaz de abandonar “o filho que amamenta”, diz o Senhor Deus de Israel pelo profeta Isaías: “eu não te abandonaria”. Nosso Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, não nos ama apenas como uma mãe generosa poderia amar seus filhos, mas ama como uma “boa mãe”, totalmente plasmada pela graça divina o faria.

. Tenho aqui que terminar recordando que nós católicos temos uma imagem, um modelo, um sinal desta “mulher vestida de sol”, desta “mãe criada, plasmada, concebida, fecundada e manifestada na graça divina”, em Maria, Nossa Senhora, Mãe de Nosso Senhor. Nela, e no exemplo que Deus quis fazer dela para nós, a minha e a sua mãe, ganham a virtude de uma bondade sem limites, própria do cuidado divino por cada um de nós.

. A Jesus, o Bom Pastor, nosso louvor, pois é nosso Rei de sempre e para sempre, e nos resgatou para o seu reino para experimentarmos sentar à mesa da Casa do Pai, como filhos e filhas seus. A Maria, nossa “boa mãe”, nossa devoção e respeito generosos, pois reconhecemos nela tanto a face daquela que nos gerou para este mundo, como a face do Pai que está nos Céus que quis fazer gerar em seu ventre seu benditíssimo Filho, Nosso Senhor, o único que viu o Pai e que faz resplandecer para nós o seu rosto. Aos nossos novos sacerdotes, a graça e a paz do Coração de Cristo, pelas mãos e pelo coração de Maria que quis aceitá-lo em seu “sim” corredentor; que a entrega do Diácono Felipe e do Diácono Thiago sejam sinais deste “sim” infinito e universal, que faz ecoar o amor divino pela eternidade como um hino de vitória!

Celebre o seu #Domingo como o Dia dos dias! 
O Dia da nossa vitória em Cristo!

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