terça-feira, 18 de junho de 2013

Juventude, Movimentos Sociais Atuais, Reivindicações e Manifestações


Texto publicado no facebook.com/pe.rodolfo.morbiolo em 17/06/2013:

COMO SALIENTEI em publicação anterior preocupo-me com o momento de crise social camuflada que vivemos no Brasil. Temos a impressão de que tudo está bem. E que apenas a Europa e os Estados Unidos estão mergulhados em profunda recessão. A verdade é que a crise mundial já nos atingiu e estamos enfrentando suas consequências. No meio disso tudo, temos nossos "problemas brasileiros" de sempre: o péssimo estado da educação "pra inglês ver"; uma saúde danificada pelos interesses corporativos que hoje acabam ferindo os próprios profissionais desta área; problemas no transporte, no valor de compra do dinheiro nacional, nas relações político-partidárias entre governo federal, Estados e Municípios.



Pergunto-me: devemos permanecer em silêncio? Devemos atacar? Quem são os culpados? Manifestações violentas são a solução? Enfim: aprendendo com o passado de nossa nação, não precisamos cometer os mesmos erros, mas algo precisa ser feito. Do ponto de vista da ética cristã e católica:

1. o povo tem direito à transparência das autoridades constituídas - que devem encontrar saídas não violentas para as dificuldades enfrentadas. Foram constituídas para isso. Quem não tem competência administrativa, não deve governar.

2. são constitucionais e democráticas manifestações públicas para exigir que direitos civis sejam assegurados em sua integridade - logo quem quiser sair às ruas tem o direito de fazê-lo sem coerção da polícia, o que reclamaria estado de ditadura, que já superamos.

3. as redes sociais são um instrumento sofisticado e atual para conscientização da população e discussão de ideias; poderiam ser usadas com mais sobriedade e inteligência especialmente pelos jovens e não apenas para jogos e entretenimentos.

4. do ponto de vista religioso nunca poderíamos excluir nossos ideais de oração e prece - precisamos da ajuda de Deus hoje, como sempre em todas as fases da vida do mundo, pois há coisas que fogem dos poderes humanos de persuasão e administração; dependem da graça e da intervenção de Deus para aqueles que creem.

5. finalmente, a vida precisa ser defendida integralmente: toda reivindicação está em favor daqueles que buscam uma vida digna e respeitável socialmente, por isso, qualquer iniciativa que denigra uma pessoa e toda a sociedade devem ser evitadas a todo o custo.

Ainda ressaltaria que devemos ter todo o cuidado de nos inteirarmos dos movimentos e exigências que estão sendo feitas para evitar que sejamos manipulados por interesses escusos.

São essas minhas ideias, de inteira responsabilidade da minha reflexão, tendo em vista a situação que vivemos hoje no Brasil e no Mundo e a necessidade de discussão clara de nossas reais necessidades. Também acredito na política do "boicote" - para algumas situações ele serve - tá caro o tomate, ninguém compra tomate, substitui por outro legume, faz molho com cenoura, etc. Enquanto nos submetermos à lei da oferta e da procura nada muda.

Escrevi ainda no final da noite:

Termino este dia pedindo pelos manifestantes em todo o Brasil. Especialmente pelos manifestantes no Rio de Janeiro. Não há muito o que dizer. Não precisava ser assim.

Deus os proteja neste momento, suas famílias e seus objetivos.
E aos jovens, adultos e crianças em todo o Brasil.
A presidência precisa ouvir nosso povo. 
O governo do Estado de SP também precisa: espero que nosso governador tenha aprendido a governar por uma noite e algumas manifestações. Já foi o tempo em que o "braço de ferro" regia um povo e uma nação. Não somos mais marionetes do poder! Muitos tem perguntado: quais as motivações? Por que as manifestações são tão diversas? Respondo: por que cada tem suas próprias razões, que hoje são muitas e todas dizem respeito ao bem estar social e à vida digna para se viver em paz num "berço esplendido" como o do Brasil.

Espero que nosso Prefeito também esteja de frente à TV. E aprenda.

Senhor, tem piedade dos excessos, mas abençoa aqueles que com justiça e pacificamente exigem seus direitos, vós que sois patrocinador da justiça e do direito, para o órfão, a viúva e o estrangeiro. Amém.


Sobre a legitimidade do movimento em SÃO PAULO 
e para entendê-lo:


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