domingo, 24 de fevereiro de 2013

A N O D A F É: I N D U L G Ê N C I A S



A N O D A F É:  I N D U L G Ê N C I A S

Por Indulgência deve se entender a remissão diante de Deus da pena temporal devida aos pecados, já perdoados quanto à culpa, que o fiel, aptamente disposto e em condições bem definidas, consegue por meio da Igreja que, como ministra da Redenção, tem o poder de conceder, valendo-se do tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos. ( Normas sobre a Indulgências, n. 1). Para uma correta compreensão do significado das indulgências, devemos distinguir no pecado a culpa e a pena que decorre da culpa. A pena que decorre da culpa, quando se trata de pecado mortal, é a condenação eterna. A necessidade de reparação das consequências do pecado grave e dos pecados veniais é a pena temporal. A pena eterna é remida com a remissão da culpa na absolvição sacramental. A pena temporal deve ser remida pela penitência e pela purificação espiritual, fruto da intensificação do amor a Deus. A pena decorre da necessidade de reparar as consequências do pecado quer na própria pessoa do pecador quer na vida da Igreja. O pecado causa danos espirituais que precisam ser reparados. Essa reparação é feita mediante o empenho em viver com mais profundidade o evangelho, procurando crescer em caridade com o auxílio do Espírito Santo. Se durante nossa vida na terra não conseguirmos a plena reparação das consequências de nossas faltas, deveremos passar por uma purificação logo após o juízo particular, como nos ensina o catecismo da Igreja Católica A esse processo chamamos de purgatório. “A indulgência obtém-se mediante a Igreja que, em virtude do poder de ligar e desligar que lhe foi concedido por Jesus Cristo, intervém a favor dum cristão e lhe abre o tesouro dos méritos de Cristo e dos santos, para obter do Pai das misericórdias o perdão das penas temporais devidas pelos seus pecados. É assim que a Igreja não quer somente vir em ajuda deste cristão, mas também incitá-lo a obras de piedade, penitência e caridade» (CIC 1478).

“Uma vez que os fiéis defuntos, em vias de purificação, também são membros da mesma comunhão dos santos, nós podemos ajudá-los, entre outros modos, obtendo para eles indulgências, de modo que sejam libertos das penas temporais devidas pelos seus pecados” ( CIC 1479).

            A Penitenciaria Apostólica, com a finalidade de alcançar o dom das Indulgências durante o Ano da fé, estabeleceu as seguintes disposições, emitidas em conformidade com a mente do Augusto Pontífice, para que os fiéis sejam mais estimulados ao conhecimento e ao amor pela Doutrina da Igreja Católica e obtenham frutos espirituais mais abundantes.

            Ao longo de todo o Ano da fé, proclamado de 11 de Outubro de 2012 até ao fim do dia 24 de Novembro de 2013, poderão alcançar a Indulgência plenária da pena temporal para os próprios pecados, concedida pela misericórdia de Deus, aplicável em sufrágio pelas almas dos fiéis defuntos, a todos os fiéis deveras arrependidos, que se confessem de modo devido, comunguem sacramentalmente e orem segundo as intenções do Sumo Pontífice:

  1. Elenco das situações em que o fiel poderá ganhar as indulgências:
a)      Cada vez que participar de pelo menos três palestras sobre o Concílio Vaticano II e sobre os Artigos do Catecismo da Igreja Católica.
b)      Cada vez que, em forma de peregrinação, visitar, em grupo com a devida preparação e com o objetivo de professar e melhor compreender os artigos do credo, a Catedral de Sorocaba, o santuário de Aparecidinha e o Santuário de São Judas. Também as peregrinações ao Santuário Nacional de Aparecida, nas mesmas condições, ficam indulgenciadas e outros Santuários de nosso País.  Deve nesses locais participar de alguma “função sagrada ou pelo menos passarem um tempo côngruo de recolhimento com meditações piedosas, concluindo com a recitação do Pai-Nosso, a Profissão de Fé de qualquer forma legítima, as invocações à Bem-Aventurada Virgem Maria e, segundo o caso, aos Santos Apóstolos ou Padroeiros”. A visita ao Santíssimo – adoração onde houver – deve ser especialmente incentivada nessa ocasião.
c)       “Cada vez que, nas solenidades do Senhor, da Bem-Aventurada Virgem Maria, nas festas dos Santos Apóstolos e Padroeiros, na Cátedra de São Pedro, em qualquer lugar sagrado participarem numa solene celebração eucarística ou na liturgia das horas, acrescentando a Profissão de Fé de qualquer forma legítima”. (Sobretudo na celebração dos(as) padroeiros(as) sejam organizadas pregações sobre a vida de fé, tendo o Concílio e o Catecismo da Igreja Católica com fonte, e enaltecendo o testemunho de fé do(a) padroeiro(a).
d)      “Em um dia livremente escolhido, durante o Ano da fé, para a visita piedosa do batistério ou outro lugar, onde recebeu o sacramento do Batismo, se renovar as promessas batismais com qualquer fórmula legítima”.
e)      “Os fiéis verdadeiramente arrependidos, que não puderem participar nas celebrações solenes por motivos graves (como, em primeiro lugar, todas as monjas que vivem nos mosteiros de clausura perpétua, os anacoretas e os eremitas, os encarcerados, os idosos, os enfermos, assim como quantos, no hospital ou noutros lugares de cura, prestam serviço continuado aos doentes), obterão a Indulgência plenária nas mesmas condições se, unidos com o espírito e o pensamento aos fiéis presentes, particularmente nos momentos em que as Palavras do Sumo Pontífice ou dos Bispos diocesanos forem transmitidas pela televisão e rádio, recitarem em casa ou onde o impedimento os detiver (por ex. na capela do mosteiro, do hospital, da casa de cura, da prisão...) o Pai-Nosso, a Profissão de Fé de qualquer forma legítima e outras preces segundo as finalidades do Ano da fé, oferecendo os seus sofrimentos ou as dificuldades da sua vida”. (Nas festas dos(as) padroeiros(as) atender e preparar os idosos e enfermos para se unirem espiritualmente à grande celebração, bem como, em se tratando de alguma peregrinação organizada pela paróquia, unirem-se aos peregrinos.
f)        O fiel que participar da Santa Missa no dia da Padroeira da Arquidiocese na Catedral (15 de agosto) e na celebração de Cristo Rei (24 de novembro) – encerramento do Ano da Fé -, receberá a Bênção Papal com a Indulgência plenária, cumpridas as disposições exigidas para tal. (Também os que participarem na missa da Padroeira de Porto Feliz, presidida pelo Arcebispo).

Obs.: Os Párocos e Catequistas bem como os coordenadores de pastorais e de movimentos procurem explicar o significado das indulgências, insistindo nos objetivos do Ano da Fé e valendo-se do Catecismo da Igreja Católica (cf. CIC 1471- 1479) que expõe com clareza o necessário para compreender as indulgências e como recebê-las do tesouro da Igreja.

Sorocaba, 30 de novembro de 2012.

Arcebispo Metropolitano

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