domingo, 10 de abril de 2011

Lázaro às portas de Jerusalém...

 5º Domingo da Quaresma


Lázaro às portas de Jerusalém...
... o coloca às portas da Páscoa Cristã como símbolo sacramental de Cristo. Nele e na restauração da sua vida há um sinal do poder divino que reanima, que devolve à vida e domina a morte - impede seu curso e a reverte. É o passo derradeiro para a vitória sobre a morte, sua derrota. Jesus não engana a morte, não dribla a morte, mas a derrota, isto é, põe fim em seu aguilhão de salário da pecado, de recompensa ao orgulho humano de querer abandonar sua natureza para usurpar o lugar de Deus.
"Sereis como deuses" - diria a serpente. "Vós sois deuses" - afirma o salmista.
Jesus Cristo, em seu corpo mortal, derrota a morte e ressurgindo dos mortos, sendo exaltado em glória na obediência filial inaugura para o ser humano sua nova dignidade - o desígnio divino a respeito da vida neste mundo e seu destino eterno. Deus nos fez para Ele; Jesus nos coloca na direção da nossa vocação humano-divina.
Tal vocação não se realiza senão em Betânia - na cidade eclecial dos amigos do Senhor. Nela tem lugar para a atribulada e intempestiva Marta, para a pacata e meditativa Maria e para o amigo Lázaro. Somente na casa dos amigos de Jesus é possível entrever, mesmo através da dor e do sofrimento, até da morte, o desfecho da vida cristã: a fé. A fé é o desfecho da vida cristã para aqueles que acolhem Jesus e sua obra. Mas ela não é possível sem verdadeira amizade e companhia.

Lázaro às portas de Jerusalém...
... nos coloca às portas da Páscoa, com fé viva e vibrante,
e forte expectativa no desfecho da paixão!

Oh, Morte! Onde está tua vitória,
se perdeste teu aguilhão!

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