quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O meu amor fiel não falhará!

   Há momentos em nossa vida em que desconfiamos até de nós mesmos, quanto mais do amor de Deus por nós. Não é fácil renovar nossa fidelidade diária ao Senhor em meio a tantos afazeres e responsabilidades. Em meio à luta pela sobrevivência numa terra de gigantes. Em um lugar assim, os pequenos e frágeis discípulos de Jesus sofrem a angústia  da solidão espiritual. Desejariam a presença do Mestre, suas palavras consoladoras, seu toque que tudo transformava e renovava, vencendo a própria morte e seu aguilhão.

   Ainda assim, somos convidados a ouvir suas palavras ressoando em nossos ouvidos como no título acima: o meu amor fiel não falhará. Ainda que os homens abandonem a humanidade pervertendo-se, e também reneguem ao Pai da Luzes e a seu Filho, nosso Redentor, mesmo assim, não teria o Altíssimo piedade dos pobres errantes neste imenso vale de lágrimas.

   Ante à guilhotina do medo que paralisa. Ante à forca do desanimo que indiferentiza. Ante à fragilidade de nossa pobre carne, desta miserável condição existencial, a fidelidade divina é caminho certo de confiança e perseverança.

  - Quando falo desta miserável condição existencial não estou desmerendo a vida humana, antes quero ressaltar o evidente: não é fácil ser humano neste mundo. Ou ainda, como definiria João Cabral de Melo Neto: nesta vida severina, não é fácil dar conta de viver. Muitos preferem a morte como opção à luta pela fidelidade. Assim, o que fiz foi uma mera contatação do óbvio: esta vida severina é difícil pra caramba! -

   Creio que esta é a verdade que desejo proclamar com alegria no início dos trabalhos deste novo ano, após período de paz e descanso: Sua presença divina acalenta o coração e renova o intento da santidade. Santidade que não se resume apenas num conceito de vida cristã moralmente valioso, mas numa postura ativa ante a excêntricidade do coração humano. Em Deus esta postura é perdão e misericórdia - isto é, presença e permanência: Ele continua acreditando na gente. Em nós, ainda há muito que se fazer!
   Mãos à obra de Deus em nós!

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