terça-feira, 12 de maio de 2009

São José: Protetor do Redentor!

Resumo da Exortação Apostólica Redemptoris Custus de João Paulo II sobre a figura e a missão de São José na vida de Cristo e da Igreja:
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José participou no mistério da Encarnação simultaneamente com Maria como depositário do amor do Pai por seu Filho Eterno e pela humanidade. Ele toma Maria por esposa conservando sua integridade; assim, demonstrou uma disponibilidade de vontade semelhante à dela: o fiat (faça-se) de Maria e o silêncio dinâmico de José. Este silêncio operante capta o mistério e faz do operário de Nazaré seu depositário. Fá-lo a modo de Pai, na família de Nazaré, pelo dom total de si mesmo; assim, o dom de si não se manifesta apenas como privilégio do Redentor, mas qualifica seu guardião e sua genitora. Une-os, inclusive e excelentemente, pelos percalços do caminho da salvação: o recenseamento, o nascimento próximo à Belém, na circuncisão, na imposição do nome do menino em atenção às palavras do anjo, na apresentação no templo, na fuga para o Egito, na permanência no templo cuidando das coisas do Pai, bem como na sustentação e educação do menino ao longo da sua vida oculta.
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A justiça de José aqui é sinônimo de obediência da fé, através da qual foi descobrindo cada vez mais amplamente o dom inefável daquela sua paternidade. Também seu trabalho, a simples carpintaria manual, tornou-se obra santificada; meio de sustento da Sagrada Família, instrumento da unidade de Jesus junto do seu cuidador.
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No entanto, para megulhar no mistério da figura do pai nutrício do Redentor faz-se necessária profunda contemplação do seu silêncio, que de algum modo nos conduz à vida interior de José, por meio da qual ele ouve à Deus e lhe obedece. Esta mesma vida interior é para a Igreja caminho de santificação para a Igreja em nossos tempos.
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A Igreja que transforma suas exigências históricas em oração viu em José um patrono ideal: pai, esposo e homem, unidos e contemplados na fé.

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