terça-feira, 7 de abril de 2009

O lugar da traição na obra da Redenção

SEMANA SANTA
MEDITAÇÃO
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. Ao anunciar a traição de Judas (cf. Jo 13,21), Jesus também denuncia a traição de Pedro (cf. Jo 13,38). A fundamental diferença entre as duas foi o modo com que Pedro lidou com a frustração de ter traído seu Mestre, com quem caminhou e a quem servia por longos três anos de ministério público. Judas se suicida. Pedro se converte.
. Mas qual é de fato o lugar do pecado da traição na obra da redenção? A maturidade da fé!
. O texto joanino parece destacar esta função de 'trampulim' da presença do joio no meio do trigo, do mal em meio ao bem, do pecado presença mesmo dentro do coração dos chamados à santidade, como diria São Paulo: como um necessário 'espinho na carne', para recordar-nos que a maior e mais necessária cruz que temos de carregar é a nossa, que está em nossos corações.
. Há muitos que preferem carregar as cruzes dos outros, negligênciando ou arrrastando a sua, inadivertidamente, e com insucessos. A cruz da redenção é própria e nossa. Cada um tome a sua e carregue-a, conforme as palavras de Jesus aos seus discípúlos (cf. Mt 16,24ss; Mc 8,34ss; Lc 9,23ss; Jo 12,25).
. Disse que o lugar da traição na obra da redenção pode ser a da maturidade da fé, pois quando Jesus diz que vai partir para sua Paixão e Cruz, isto é, a Glorificação do Filho do Homem, ele diz aos seus discípulos que ainda não poderão seguí-lo naquele momento. Cetamente há algo que lhes faltava. Certamente a experiência de ter a graça a seu favor para lutar contra o mal.
. O favorecimento de poder olhar olhar nos olhos de Jesus para arrepender-se, como fez Pedro após negar Jesus.
. Assim seja!

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