domingo, 15 de março de 2009

O Templo de Jerusalém, o Templo do Seu Corpo e Nós, Templo Vivo do Espírito Santo

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Neste 3º Domingo da Quaresma, a meditação do Evangelho do João, na qual Jesus expulsa os vendilhões do Templo de Jerusalém, sugere-nos uma pelo menos uma tríplice reflexão:.
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Em confronto com o Templo de Jerusalém, e com o que seus conterrâneos perjmitiram que dele fosse feito, Jesus revolta-se. De fato, o Templo deveria ser o lugar da renovação da Aliança, do encontro derradeiro entre Deus e seu povo, uma montanha sagrada em meio à cidade santa. No entanto, retomando palavras de Isaías e Jeremias, Jesus denuncia a corrupção daquele lugar sagrado.
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Ao mesmo tempo, Ele anuncia o Seu próprio Corpo como Templo, isto é, o Templo verdadeiro no qual o Deus Vivo habita em plenitude. Ele e o Pai são Um, e tendo habitado no meio do seu povo e "armado sua tenda" em nosso meio, Jesus instaura uma nova e definitiva montanha sobre a qual somos salvos. Não mais uma montanha material construída pela vontade do homem e da carne, mas uma montanha espiritual fundada sobre o sacrifício do seu próprio Corpo: fonte inesgotável da salvação. Com este novo Templo, um novo tempo e um novo povo, isto é, a Igreja.
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Finalmente, no termo da leitura do Evangelho, entrevemos o olhar profundo de Jesus que penetra o coração dos homem e distingue a intenção dos seus corações. Por sinal, é o coração humano que o Pai do Céu quer plasmar conforme o coração do seu Eterno Filho. Fez-nos "filhos no Filho" justamente para comunicar-nos esta altíssima dignidade. Adotados assim, e incorporados ao Corpo de Cristo, no qual Ele é a Cabeça, bebemos do mesmo Espírito que qual seiva irriga nossos corpos com a graça redentora que nos salva.
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Neste tempo de graça e reconciliação com Deus, Ele nos auxilie para possamos integrar nossa vida aos mistérios que recebemos como herança, pois somente corações circuncidados podem gerar uma sociedade marcada para o dia da salvação! Assim seja!
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