domingo, 15 de março de 2009

NOTA DO VATICANO SOBRE CASO DA MENINA BRASILEIRA

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Em artigo publicado pelo jornal do vaticano, o Presidente do Pontifício Conselho para a Vida, Monsenhor Rino Fisichella, põe fim ao debate em torno da postura tomada pelos médicos e familiares com relação à interrupção da gravidez da menina de 9 anos, que desde os seis sofria violência sexual por parte do padrasto e em sua decorrência estava grávida de gêmeos sem possibilidades de gestá-los, com risco da própria vida.
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Em seu pronunciamento ele fala da justa e legítima defesa da vida da menina e do respeito ético ao parecer dos médicos envolvidos no caso.
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O texto pode ser lido, no italiano em:
http://www.vatican.va/news_services/or/or_quo/text.html#5.
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Alguns trechos abaixo foram traduzidos livremente do italiano para exemplicar o conteúdo dramático do relato:
1. "Carmem representa uma história de violência que alcançou as páginas dos jornais somente porquê o arcebispo de Olinda e Recife referiu-se à declaração de excomunhão para os médicos que tentaram ajudá-la a interromper a gravidez."
2. "A violência contra uma mulher, já grave por si mesmo, assume um valor ulterior ainda maior quando atribuída à uma criança, com o agravante da pobreza e da degradação social na qual vive."
3. "Não existe vocabulário suficiente para condenar este episódio, e os sentimentos que derivam dele são uma mistura frequente de raiva e rancor que se esvaem apenas quando a justiça se realiza na condenação do delinquente."
4. "Carmen deveria ter sido a primeira a ser defendida, abraçada, acariciada com docilidade para que pudesse sentir que estava amparada por nós, por todos. Antes de pensar na excomunhão fazia-se necessário e urgente salvaguardar a sua vida inocente."
5. "Neste caso, Carmem encontrava-se entre a vida e a morte."
6. "Devido à pouca idade e à condição precária da sua saúde, a sua vida estava em perigo na gravidez. Como agir neste caso? Uma decisão dolorosa para o médico e para a lei moral."
7. "O respeito devido à proficionalidade do médico é uma regra que deve envolver a todos e não se pode consentir num juízo negativo sem primeiro considerar o conflito que se criou em seu íntimo."
8. "Carmem estamos com você. Dividimos com você seu sofrimento, e faremos o possível para restituir sua dignidade....".
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