segunda-feira, 9 de março de 2009

.
François-Xavier Nguyên,
CARDEAL Van Thuân
SERVO DE DEUS
.
Em 1975 foi nomeado por Paulo VI arcebispo coadjutor de Saigon. Sua nomeação foi recusada pelo governo comunista, que no dia 15 de agosto de 1975 - dia de Nossa Senhora da Assunção - o convoca ao palácio do governo e após o coloca em prisão domiciliar. Posteriormente foi preso por treze anos. Em 1976 esteve no cárcere da prisão de Phu Khanh, após foi conduzido ao campo de reeducação de Vinh Phu no Vietnam do Norte, após em prisão domiciliar em Giang Xa e finalmente em Hanoi. Foi libertado em 21 de novembro de 1988 e conduzido à residência do arcebispo de Hanoi. Sobre a sua prisão pelo regime comunista disse: Disseram-me que minha nomeação era fruto de um complô entre o Vaticano e os imperialistas para organizar a luta contra o regime comunista, contava Van Thuan. Rumo à prisão, tomou uma decisão: Vinham-me à mente muitos pensamentos confusos: tristeza, abandono, cansaço depois de três meses de tensões... Porém, em minha mente surgiu claramente uma palavra que dispersou toda a escuridão, a palavra que Monsenhor John Walsh, Bispo missionário na China, pronunciou quando foi libertado depois de doze anos de cativeiro: ‘Passei a metade da minha vida esperando’. É verdadeiríssimo: todos os prisioneiros, inclusive eu, esperam a cada minuto sua libertação. Porém, depois decidi: ‘Eu não esperarei. Vou viver o momento presente, enchendo-o de amor. De fato, foi o que fez: amou, amou, amou. As condições não eram favoráveis. Durante alguns meses esteve confinado numa cela minúscula, sem janela, úmida, que para respirar passava horas com o rosto enfiado num pequeno buraco no chão. A cama era coberta de fungos. Os nove primeiros anos foram terríveis: uma tortura mental, no vazio absoluto, sem trabalho, caminhando dentro da cela desde a manhã às nove e meia da noite para não ser destruído pela artrose, no limite da loucura. Buscava conversar com os carcereiros, que resistiam, mas logo eram seduzidos por sua gentileza e inteligência. Contava-lhes sobre países e culturas diferentes. Isso chamava sua atenção e instigava a curiosidade. Logo começavam a fazer perguntas, o diálogo se estabelecia, a amizade se enraizava. Chegou a dar aulas de inglês e francês. No começo, a cada semana os guardas eram substituídos, mas logo as autoridades, para evitar que o exército todo fosse “contaminado”, deixou uma dupla de carcereiros fixa. Estes espantavam-se de como o prisioneiro pudesse chamar de amigos os seus carcereiros, mas ele afirmava que os amava porque esse era o ensinamento de Jesus.
.
OUTRAS INFORMAÇÕES:
.
HOMILIA DO PAPA JOÃO PAULO II
SOBRE O CARDEAL VAN THÛAN:
.
ORAÇÃO
PELA BEATIFICAÇÃO
.
Ó Deus onipotente e eterno, Pai, Filho e Espírito Santo, te rendo graças por haver doado à Igreja o testemunho heróico do Cardeal Van Thûan. a experiência sofrida do cárcere, vivida em união ao Cristo crucificado e sobre a materna proteção de Maria, forjou um testemunho brilhante para a Igreja e para o mundo, de unidade e de perdão, de justiça e de paz. A sua amável pessoa e seu ministério episcopal irradiaram a luz da fé, o entusiasmo da esperança e o calor da caridade. Concedei-me agora, por sua intercessão, segundo tua vontade, a graça que imploro..., na esperança de vê-lo rapidamente elevado à honra dos altares.
Amém!
.
- com aprovação eclesiástica -
- tradução livre do italiano -
.

Nenhum comentário:

Postar um comentário